A Comissão Especializada de Serviços de Águas (CESA) da APRH e o Departamento de Engenharia Civil do ISEP organizaram uma sessão com antigos alunos da instituição, agora trabalhadores da SIMDOURO e da Águas do Douro e Paiva, no passado dia 10 de abril.
A sessão presencial “Conheces o que se faz nos Serviços de Águas?” contou com a participação dos nossos colegas Emília Carvalho e Miguel Pereira, abordando os desafios e oportunidades futuras do setor.
A abertura da sessão foi conduzida por Eduardo Vivas, Membro da Comissão Especializada de Serviços de Águas da APRH e por Tiago Abreu, Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Civil do ISEP, destacando a importância do evento para o reforço do capital humano e a integração dos jovens no setor dos serviços de águas.
Durante a sessão foi efetuada uma apresentação detalhada sobre o papel da APRH como organização científica e técnica dedicada a promover abordagens multissetoriais e interdisciplinares para os desafios da água. Além disso, foi discutido o papel crucial da Comissão Especializada dos Serviços de Águas (CESA), concentrada em fortalecer o capital humano neste setor, através do aumento da informação e valorização dos serviços de águas, especialmente entre os jovens.
O Prof. Tiago Abreu, representando o ISEP, destacou a importância da sessão ao facilitar uma colaboração saudável entre organizações como a APRH e empresas como a AdDP e SIMDOURO, com o apoio do ISEP. Enfatizou a relevância do papel dos Engenheiros ao nível das Infraestruturas e especificamente no setor da Água, numa altura em que, com novos desafios como a Diretiva das Águas Residuais Urbanas, agora aprovada, se perspetivam excelentes oportunidades de trabalho nesta área.
A apresentação foi feita, de forma partilhada e alternada pelos técnicos Emília Carvalho e Miguel Pereira, dando ênfase, em primeiro lugar, à explicação do que é o Ciclo Urbano da Água, do que se faz em cada uma destas entidades e de quais as funções que desempenham nas mesmas.
Os antigos alunos do ISEP, partilharam a perspetiva com que cada um dos oradores ingressou na carreira profissional e de como foram parar a este setor. Foi curioso verificar que, em ambas as situações, foram alguns “acasos” que fizeram com que começassem a trabalhar nestas entidades, tendo, no entretanto, desenvolvido o gosto pelo trabalho, quer pelos desafios que enfrentam, quer pela relevância das suas funções, assegurando que as populações não têm falta de água, que a mesma é de qualidade e que o tratamento das águas residuais, é feito sem perturbações e sem colocar em causa a qualidade das massas de água.
Foram, igualmente, partilhadas algumas curiosidades em relação às tarefas que enfrentam no seu dia-a-dia, bem como algumas oportunidades que se perspetivam, a nível profissional, nestas entidades e no setor, seja pela média de idade dos seus quadros técnicos, seja pelos consideráveis investimentos que se perspetivam realizar até 2030.
